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Advento 2017 - 1ª semana
02 de Dezembro de 2017 >


                                                                                                        (Nascer do sol Pico Ruivo - Madeira)

Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
[…]

Miguel Torga, Diário XIII


O Advento bate de novo à nossa porta. É como um vento que nos avisa que Jesus Cristo, o Senhor, está vindo e que nunca se cansa de nascer no meio de nós.

Vivemos num mundo cada vez mais incrédulo, a convivência torna-se mais difícil, há desconfiança, pessimismo e deceções. Este olhar negativo é contagioso e perdemos a capacidade de ler a vida com olhos crentes.

Jesus Cristo procura entrar no nosso mundo para lhe dar uma vida nova, para o renovar em beleza, em conhecimento, em humanidade.

Ele quer entrar no mistério que nos habita para nos aproximar do seu mistério, convidando-nos a iniciar um diálogo que pode durar toda a vida, se assim o quisermos. “É Ele quem se inclina em direção à nossa pequenez para nos elevar à sua altura" diz Santo Anselmo.

O desejado de todos os tempos torna-se peregrino, convidado da nossa mesa, médico dos nossos males, celebrante do que é bom e santo. Temos consolo das lágrimas, luz na escuridão.

Ele coloca a sua morada no meio de nós para participar da nossa vida com os seus sucessos e conflitos, com os desejos profundos de liberdade e justiça que nos movem.

Tempo de Advento, tempo de amores renovados, de aprofundamento do que é essencial, tempo de alegrias profundas, de vontade firme de caminhar ao lado de todos os homens e mulheres, com um coração agradecido pela audácia do nosso Deus.

Demos oportunidade à Esperança.

Álvaro Gonzalez (autor chileno)

Al Vent

Tema de Ramón Pelegero Sanchis, mais conhecido pelo seu nome em valenciano Raimon (cantado em valenciano)

https://www.youtube.com/watch?v=AIFsj_2zAtQ

Al vent,
la cara al vent,
el cor al vent,
les mans al vent,
els ulls al vent,
al vent del món.
I tots,
tots plens de nit,
buscant la llum,
buscant la pau,
buscant a Déu...
al vent del món.

La vida ens dóna penes,
ja el nàixer és un gran plor:
la vida pot ser eixe plor;
però nosaltres
al vent,
la cara al vent,
el cor al vent,
les mans al vent,
els ulls al vent,
al vent del món.
I tots,
tots plens de nit,
buscant la llum,
buscant la pau,
buscant a Déu,
al vent del món

 

Ao vento,
rosto ao vento,
coração ao vento,
mãos ao vento,
olhos ao vento,
ao vento do mundo.
E todos,
todos cheios de noite,
procuram a luz,
procuram a paz
procuram  Deus ...
ao vento do mundo.

A vida dá-nos dores,
nascer é um grande grito:
a vida pode ser esse grito;
mas nós
ao vento,
rosto ao vento,
coração ao vento,
mãos ao vento,
olhos ao vento,
ao vento do mundo.
E todos,
cheios de noite,
procuram a luz,
procuram a paz
procuram  Deus ...
Ao vento do mundo.