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Para Uma Sociedade Activa

Manifesto
Acções de sensibilização
Audições Públicas
Formação de Formadores
Medidas e Recomendações
Divulgação na imprensa

"Uma sociedade activa é caracterizada pela oportunidade e pela escolha, coesão e solidariedade. É sensível às necessidades económicas e sociais em mutação e permite aos seus membros agir sobre o sentido da mudança."

In Relatório da OCDE, 1991, Conduzir a Mudança Estrutural: o papel das mulheres

Será que assumir compromissos familiares tem que implicar a privação de uma carreira profissional e a dificuldade de acesso a cargos de responsabilidade?

Será que assumir responsabilidades profissionais tem que implicar a privação do acompanhamento dos filhos e a desvalorização da vida familiar e social?

Foi em resposta a estas e outras questões da sociedade actual que nasceu, em 1996, o projecto "Para Uma Sociedade Activa".

Promovido pelo Graal - inicialmente no âmbito de IV Programa para a Igualdade de Oportunidades entre os homens e as mulheres da Comissão Europeia e, a partir de 1999, com o apoio do Programa Emprego/Eixo NOW, do Fundo Social Europeu - este projecto lançou um debate sobre a conciliação da vida profissional com a vida familiar

Tudo começou com a publicação do manifesto "O modo como vivemos não é irremediável", desde logo subscrito por 132 personalidades políticas, jornalísticas, académicas e empresariais, que, com esta tomada de posição, demonstraram o seu descontentamento perante o actual estado de coisas.

Um tema polémico que foi debatido em audições públicas, realizadas pelo GRAAL um pouco por todo o país: em Ovar, com o apoio da Câmara e Biblioteca Municipais (Abril de 1998), em Lisboa, sob a égide da Assembleia da República (Abril de 1998), no Montijo, com o apoio da Câmara Municipal (Março de 2000) e no Porto (Junho de 2000). Nestas audições públicas, presididas por Maria de Lourdes Pintasilgo, foram ouvidas mais de 60 testemunhas que relataram experiências reais, perante um grupo de especialistas e um público alargado (cerca de 200 pessoas por audição), dando muitas e diferentes perspectivas sobre a conciliação da vida profissional com a vida familiar.

As suas sugestões foram analisadas e ficaram registadas num caderno de medidas e recomendações, publicado recentemente, tendo de seguida sido canalizadas para as instituições públicas detentoras dos meios para as implementar.

Paralelamente, e em complemento, foram ministradas inúmeras acções de sensibilização/formação abrangendo mais de 1300 pessoas, e dois cursos de formação de formadoras. Concluídos os cursos, 25 formadoras ficaram preparadas para intervir na área da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e conciliação trabalho/família.

Porque é importante repensarmos a forma como lidamos com o trabalho e com a família. Projecto "Para Uma Sociedade activa". Para bem do nosso futuro.

"O futuro começa hoje: as sociedades criam no presente as estruturas que lhes permitirão funcionar no futuro"
In Relatório OCDE, 1991


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