Por Ana Barata

10Ana, profundamente amargurada, orou ao Senhor e chorou copiosamente. 11 E fez um voto, dizendo: “Senhor dos Exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição da vossa serva, e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes da vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu consagrá-lo-ei ao Senhor durante todos os dias da sua vida, e a navalha não passará pela sua cabeça.” 12 Prolongando ela a sua oração diante do Senhor, Heli observava o movimento dos seus lábios. 13 Ana, porém, falava no seu coração, e apenas se moviam os seus lábios, sem se lhe ouvir a voz. 14 Heli, julgando-a ébria, falou-lhe: “Até quando estarás tu embriagada? Vai-te e deixa que te passe o vinho.” – 15 “Não é assim, meu Senhor, respondeu ela, eu sou uma mulher aflita: não bebi vinho nem álcool, mas derramo a minha alma na presença do Senhor. 16 Não tomes a tua escrava por uma pessoa frívola, porque é a grandeza da minha dor e da minha aflição que me fez falar assim.” 17 Heli respondeu: “Vai em paz, o Deus de Israel te conceda o que lhe pedes.”

Samuel 1: 10-17

Por Josephine Klerks
 
A história de Ana, mãe de Samuel, é uma mensagem de fé e esperança. Durante muito tempo Ana sofreu por ser estéril e fechou o seu coração. Sofreu angustiada e sem vontade de viver até ao dia em que se levantou e foi até ao templo do Senhor orar. No momento de oração, Ana exprimiu a sua aflição e, como disse, derramou a sua alma perante o Senhor. Deixou a luz entrar.
Não será o momento de oração um rasgo por onde a luz entra?
 
Há uma luz tão brilhante
A queimar profundamente dentro de ti
Tens de alimentá-la
Presta atenção
Deixa que te guie
É a única esperança que temos
A única esperança que temos
O Espírito chama
Através do desejo do coração
Destruindo o medo com o fogo do amor
Guerreiras adormecidas agora despertam
Para os gritos dos abandonados
É a única esperança que temos
A única esperança que temos
 
A história de Ana pode levar-nos a refletir sobre a intenção da oração. Orar é um momento muito pessoal, muito íntimo, é um momento de vulnerabilidade e de entrega. É o momento de falar através do coração e de deixar a luz entrar. Ana entregou-se a Deus, libertando a sua angústia e tristeza para curar as suas feridas. Ao libertar a sua dor, ela criou espaço para que algo novo pudesse crescer.
A oração é o processo de libertação, de cura e de transformação. 
Samuel, o filho de Ana, representa a vida. Samuel, o filho desejado, pode representar tudo o que desejamos criar, tudo o que queremos que floresça em nós e simultaneamente no universo inteiro.