Por Ana Barata
10Ana, profundamente amargurada, orou ao Senhor e chorou copiosamente. 11 E fez um voto, dizendo: “Senhor dos Exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição da vossa serva, e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes da vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu consagrá-lo-ei ao Senhor durante todos os dias da sua vida, e a navalha não passará pela sua cabeça.” 12 Prolongando ela a sua oração diante do Senhor, Heli observava o movimento dos seus lábios. 13 Ana, porém, falava no seu coração, e apenas se moviam os seus lábios, sem se lhe ouvir a voz. 14 Heli, julgando-a ébria, falou-lhe: “Até quando estarás tu embriagada? Vai-te e deixa que te passe o vinho.” – 15 “Não é assim, meu Senhor, respondeu ela, eu sou uma mulher aflita: não bebi vinho nem álcool, mas derramo a minha alma na presença do Senhor. 16 Não tomes a tua escrava por uma pessoa frívola, porque é a grandeza da minha dor e da minha aflição que me fez falar assim.” 17 Heli respondeu: “Vai em paz, o Deus de Israel te conceda o que lhe pedes.”
Samuel 1: 10-17