O Graal e a Fundação Cuidar o Futuro publicam, no âmbito da comemoração dos 50 anos do 25 de abril, um texto inédito de Maria de Lourdes Pintasilgo, datado de 1975 e intitulado Carta aberta às Mulheres do País de Abril.
Como MLP (assim assina a carta), perguntamos hoje, de novo: “Que faremos, mulheres do país de Abril?” Com MLP, reforçamos hoje o potencial subversivo da intervenção das mulheres: “Sabemos que somos força colectiva, porque para nós não conta o prestígio pessoal, nem o vedetismo fácil, nem nunca ninguém em nós investiu um messianismo salvador. (…) Sabemos também que chegou o tempo de se ouvirem na história palavras diferentes, de trazermos para o tempo de hoje os valores que só são nossos porque ainda os não pudemos partilhar e tornar universais. Diremos o novo embora em retalhos. Cantaremos a canção embora em versos soltos. Criaremos novas relações sociais embora sem programas e sem planos. Precisamos de um tempo liberto.”
“Sabemos que somos força colectiva, porque para nós não conta o prestígio pessoal, nem o vedetismo fácil, nem nunca ninguém em nós investiu um messianismo salvador. (...) Sabemos também que chegou o tempo de se ouvirem na história palavras diferentes, de trazermos para o tempo de hoje os valores que só são nossos porque ainda os não pudemos partilhar e tornar universais. Diremos o novo embora em retalhos. Cantaremos a canção embora em versos soltos. Criaremos novas relações sociais embora sem programas e sem planos. Precisamos de um tempo liberto.”