No dia 11 de outubro, para assinalar o Dia Internacional das Raparigas, realizou-se um encontro no Centro do Graal na Golegã. Contámos com 12 raparigas e jovens mulheres, que ao longo do dia, refletiram e dialogaram sobre o que é ser rapariga e mulher nos dias de hoje. Num grupo, onde todas já se vão conhecendo, os laços estreitaram-se, as discussões sobre os temas aprofundam-se e partilharam-se desafios e sonhos.
Ficou a promessa de um reencontro em breve, para se retomar o processo coletivo de aprendizagem e reflexão que nos liga, nos transforma e nos enriquece.
Esta iniciativa foi desenvolvida no âmbito do projeto “Roda das Raparigas | Em torno dos 30 anos da Plataforma de Ação de Pequim”, que conta com o apoio financeiro da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, ao abrigo do apoio técnico e financeiro às organizações de mulheres.
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Algumas das participantes deixaram o seu testemunho:
“Participar no último encontro da Roda das Raparigas foi uma experiência muito especial. Este que se centrou na celebração do Dia Internacional da Rapariga que confesso nunca antes ter celebrado. No entanto, este encontro ajudou-me a perceber a relevância e a importância que é assinalar este tipo de dias no calendário.
Durante o dia, foram-nos apresentados diversos temas, através de dinâmicas, o que tornou tudo mais divertido, permitiu-nos conhecer cada uma das raparigas “em roda” e entender através de cada partilha as semelhanças que nos unem.
O mais inspirador foi a oportunidade de estar com pessoas de diferentes idades e ver como, mesmo em fases distintas da vida, há sempre algo que nos une — todas fomos/ somos raparigas.
Deste dia levo comigo a vontade de continuar a celebrá-lo e a missão de o divulgar e ao seu significado, para que mais pessoas o conheçam e valorizem.
O importante é continuar a “espalhar a mensagem” para se criar cada vez mais espaços seguros e de escuta para todas.”
Bárbara Rosa
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“Foi um dia divertido e importante, onde pude estar com amigas, celebrar, refletir e aprender.
Achei muito divertida, a dinâmica de criar uma página de jornal de um “mundo perfeito”, onde o Dia da Rapariga fosse apenas uma celebração de todo o caminho já percorrido e não uma lembrança de que ainda existem desigualdades a combater. Foi interessante ver as capas que surgiram, cada uma com a sua criatividade e visão do futuro.
No fim, levo comigo amizades, esperança e vontade de continuar a mudar.
Maria Ana Monteiro Matias
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“No dia 11 de outubro, dia internacional das raparigas, tivemos um encontro onde falámos sobre vários assuntos importantes. Fizemos a capa dos nossos sonhos relacionados com a igualdade e os direitos humanos, vimos a exposição da Inês Valador sobre as mulheres estrangeiras que vivem em Portugal e abordámos vários outros assuntos. Foi um momento de partilha, reflexão e inspiração. Através das atividades realizadas, reforçámos a importância da igualdade de género, dos direitos humanos e do reconhecimento do valor das conquistas das raparigas em todo o mundo.”
Loredana Bivolaru